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Pré-venda do livro "Política Selvagem", de Jean Tible

  • 12 de mar.
  • 4 min de leitura

O livro política selvagem, de Jean Tible, é o mais novo lançamento da IK.

Ele se encontra em pré-venda, com mais de 20% de desconto no site da editora (igrakniga@gmail.com).

Promoção válida só até 10/04/2026.


Veja a seguir a sinopse, ficha técnica, trechos e comentários sobre o livro.


Sinopse:

Neste livro rebelde e festivo, Jean Tible escova a história das revoltas modernas à contrapelo, descobrindo brechas luminosas nas lutas quilombolas, socialistas, indígenas, anarquistas, feministas, antirracistas; de piratas às bruxas, passando por autonomistas e abolicionistas.


Os ensaios presentes em política selvagem nos convidam a partilhar o percurso de uma viagem coletiva, visceral e caleidoscópica das lutas populares desde baixo, radicalmente contra toda forma de opressão e dominação.



Sobre o autor:

Jean Tible é professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo. Autor de Marx selvagem (São Paulo, Annablume, 2013; 4a edição, Editora Autonomia Literária, 2019) e política selvagem (2a edição, revisada e ampliada pelo autor, Igrá Kniga, 2026) e dos cordéis marx indígena, preto, feminista, operário, camponês, cigano, palestino, trans. selvagem (n-1, 2019) e barricades (n-1, 2021). Co-organizador de Junho: potência das ruas e das redes (Fundação Friedrich Ebert, 2014), Cartografias da emergência: novas lutas no Brasil (FES, 2015) e Negri no Trópico 23°26'14'' (Autonomia Literária, Editora da Cidade e n-1 edições, 2017). 


Comentadores:

 "Ao pensar a política na rua, na praça, na estrada e na mata, Jean Tible apresenta uma teoria da democracia que a encontra lá onde a polícia e a milícia matam sem medo de consequências jurídicas; lá onde foi assassinada a representante preta e lésbica da favela, do Complexo da Maré; lá onde pessoas pretas e/ou pobres diariamente confrontam a brutalidade policial e a precariedade econômica. Ao fazê-lo, política selvagem nos oferece um ponto de partida para recompor o arsenal disponível para a crítica da arquitetura política liberal, em particular de sua composição mais recente, o Estado-Nação." — Denise Ferreira da Silva  


 "Este livro é para ser carregado debaixo do braço e lido no ônibus, no trem, na rua, na praça. Um pouco antes da tempestade." — Lincoln Secco


 "Sem a ilusão de alternativas estatais e personalistas e com sua estima pela sabedoria das massas insurrectas, é um livro iluminado pelo ânimo rebelde." — Mauro W.B. Almeida

 "Jean Tible abre uma janela para observar o que está fora da relação mórbida das irmãs inseparáveis civilização e barbárie" — Silvia Beatriz Adoue  


Pequeno trecho do livro:


"Moscou, 1905. Os tipógrafos são remunerados por letra e reivindicam receber também por pontuação. Se levantam e geram uma onda de solidariedade: inicialmente padeiros, ferroviários e bancários. O descontentamento se espraia entre os dançarinos do balé imperial, contamina fábricas e lojas, alcança os bondes e escritórios de advocacia, em seguida o transporte ferroviário e o país como um todo – isso tudo em pleno jugo czarista. Transbordando o ponto de partida, grevistas elaboram reivindicações como salários decentes, eleições livres, anistia para presos, assembleia constituinte e uma criação política marcante: no dia 13 de outubro, trabalhadores de São Petersburgo, vinculados aos partidos de contestação, se reúnem, elegem delegados e chamam sua assembleia de soviet [conselho em russo]. Esse novo órgão se manterá ativo por três meses e será o eixo da rebelião (com controle dos telégrafos, decisão sobre as greves e circulação das informações) antes de sucumbir à repressão e detenções. 

     Uma certa calmaria se sucede e, em pouco mais de uma década, ressurge o fervor nos frenéticos meses de 1917. O poeta Aleksandr Blok vibra com uma virada e “um milagre”, pois agora “nada é proibido” e “quase tudo pode acontecer”. Muitas já não se adequam mais ao lugar que lhes era reservado: “todo bonde, toda fila, toda reunião de aldeia abrigava um debate político. Houve uma proliferação de festivais caóticos, de reencenações dos acontecimentos de fevereiro”. Era a Moscou de março de 1917, mas a cena se repete continuamente. Organizam uma “Parada da Liberdade”, onde milhares extravasam: “havia um circo, um camelo e um elefante cobertos de cartazes, uma carroça com um caixão em que se lia ‘A Velha Ordem’ e um anão de olhar malicioso batizado de Protopópov por causa do odiado ex-ministro”. Apetites despertam e “as pessoas liam novos livros, cantavam novas versões da Marselhesa e assistiam a novas peças de teatro – em geral relatos perversos, cruéis, da queda dos Romanov. A irreverência como vingança”.  

      Põem, além disso, abaixo os símbolos do czar (estátuas, retratos...) e uma verdadeira “febre revolucionária contagiou pacientes improváveis”. O alto clero se desespera ao ver freiras e monges serem possuídos pelo discurso radical – o principal jornal religioso vai ser qualificado de “um porta-voz bolchevique”. Num monastério, o abade é expulso, ocorre uma greve dos monges e é feito um acordo de distribuição de terras com os camponeses (o que não fosse necessário para sua sobrevivência e cultivo iria formar parte da comuna rural). Em abril, as soldátki [esposas de soldados] marcham na capital e na província de Kherson promovem ações direitas, sendo vistas arrombando casas e tomando bens de luxo ou que eram percebidos como brutalmente injustos. Em outro episódio, um vendedor de farinha é espancado por não conceder desconto, e quando o chefe de polícia local tenta interceder quase é surrado também. Em suma, “esse animado caos pode parecer um pesadelo, ou um carnaval estranho, vacilante, dependendo da perspectiva de cada um”."

  

Ficha Técnica:

2a Edição revisada e ampliadaEdição revisada pelo autor

CAPA E ILUSTRAÇÃO Revista ComandoPROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Marina ManganotteQUARTA CAPA Lincon SeccoTEXTO DA ORELHA Mauro W. B. AlmeidaPRÓLOGO Silvia Beatriz AdouePÓSFACIO Denise Ferreira da Silva


Sumário

PRÓLOGO

POR SILVIA BEATRIZ ADOUE


PERCURSOS

NOTA SOBRE A SEGUNDA EDIÇÃO


POLÍTICA SELVAGEM


NO PRINCÍPIO ERA O MOVIMENTO

ONDA FINS DE MUNDOS CIÊNCIAS, POLÍTICAS

MOMENTO 68

EXPLOSÃO ANTICOLONIAL AQUI E AGORA BUSCA AUTONOMIA * MUTAÇÃO

AS ARTES DE NÃO SER GOVERNADO

FOGO DESTITUIÇÃO ESPARSAS? INGOVERNÁVEL 2013 TENDOTÁ PUAKAPY 68 NA TURTLE ISLAND [ILHA DA TARTARUGA] PROFECIA TERRA HABITADA HABITAR A TERRA PUXANDO A FILA COMUNAS AUTOGOVERNO INDÍGENA LINHAGENS VIVE LA COMMUNE! * CHÃO E TERRA

PODER E/É REPRESSÃO

MEDO CONTRARREVOLUÇÃO REAÇÃO CONTRAMOVIMENTO GUERRA LUTA CRIMINOSA AQUI COMEÇA O BRASIL CENAS DO RIO CENA 1 CENA 2 CENA 3  REPRESSÃO ENCARCERAMENTO ABOLIÇÃO! DISSIDÊNCIAS APITO SOBREVIVER * TECER

POLÍTICA DO CULTIVO

NATUREZAS CIÊNCIA SELVAGEM MANGUE


POSFÁCIO

REVOLTA!!!

POR DENISE FERREIRA DA SILVA


EPÍLOGO

ZÉ OU A BELEZA DA VIDA COLETIVA

TONI NEGRI, OPERAISTA

O SORRISO DE CLARA CHARF



Mais info em

 
 
 

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