CHTO ETO IGRÁ KNIGA ?

QUE RAIOS SIGNIFICA IGRÁ KNIGA ? 

 

em russo,

                   IGRÁ significa jogo

                                                 KNIGA significa livro

a partir da concepção contraditória de jogo,

produzimos alguns livros e publicações em parceria com amigos

PANDEMIA E AGRONEGÓCIO - ROB WALLACE

DOENÇAS INFECCIOSAS, CAPITALISMO E CIÊNCIA

I.K. em parceria com a Editora Elefante

tradução : Allan Campos

ilustrações : REVISTA COMANDO

Edição brasileira de Big farms make big flu, do filogeógrafo e biólogo estadunidense Rob Wallace; uma pesquisa muito punk que busca superar a cisão entre ciências humanas e naturais por meio da crítica radical ao modo de produção capitalista aplicado às atividades agropecuárias. Demonstra como os vírus pandêmicos dos últimos tempos não são "infortúnios da natureza" (muito menos "armas química" propositalmente produzidas pela China, como querem explicar as teorias geopolíticas estapafúrdias) mas sim resíduos reais e letais produzidos nas bio-seguras operações agro-industriais de monocultivo genético, respostas contraditórias que os vírus oferecem ao imperativo da produtividade.

PANDORA PANDÊMICA - GLAUCO GONÇALVES

QUARENTA MICRO(NECRO) CONTOS/CRÔNICAS

 

IK em parceria com editora Córrego

ilustrações : Estêvão Parreiras

Inaugurando a prateleira de livros pós-coach da IK (em pleno após da pós-modernidade), Pandora Pandêmica são QUARENTA micro(necro)contos/crônicas ilustrados:

 

"Não entendam esses micro-qualquer-coisa-frações-de-texto como ficcionais, como reais ou surreais, nem como realismo fantástico. Quem dera eu pudesse viver o tempo da imaginação diante da catarse caricatural que caiu sobre nossas caras. Qualquer invenção criativa é brinquedo de criança perto do assombro materializado em forma de real. 

Então talvez este seja um livro infantil. Afinal, são historinhas até bonitinhas perto do que há do lado de fora da tela, da mesa em que escrevo, da casa-confinamento, na rebarba da cidade-césio."- G.G.

"Uma peça anti-espetacular" - The Gun Club

 

"Talvez esse livro seja o signo derrisório de nossa impotência" - tarsilla couto de brito                                 

"Quando a realidade cospe na cara da ficção, em um movimento difuso de suspensão do mundo que nos vira do avesso, o esquizoregistro de Glauco provoca um deslocamento no âmago da ansiedade que deixa um gosto amargo na boca" - Rafael Florêncio

                                


 

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO - GRUPO KRISIS

EDIÇÃO DE 20 ANOS, COMENTÁRIOS DE NORBERT TRENKLE  

IK em parceria com Krisis

tradução : Javier Blank / Marcos Barreira

Vinte (e um) anos após seu lançamento, o cadáver anunciado na primeira frase do Manifesto Contra o Trabalho [Manifest gegen die Arbeit, 1999] -- “Um cadáver domina a sociedade: o cadáver do trabalho” -- reuniu os trabalhadores de todo o mundo (reunidos enquanto cindidos e sem trabalho...) num empreendimento catastrófico global digno da analogia ao apocalipse (ou não estamos hoje num sistema produtor de imagens do fim do mundo?). Nesse texto (anti)clássico da crítica do valor [wertkritik], escrito na Alemanha dez anos após a queda do muro entre os supostos dois mundos (capitalista e socialista), a seita Krisis (como se refere Paulo Arantes) revela como aquilo que aparece como valor ontológico do humano que produz seu próprio mundo (o trabalho como nossa essência social!) se constitui, historicamente de fato, como uma amálgama de ideologias-mistificações modernas amarradas ao entorno de um núcleo duro : o fetichismo da forma social da mercadoria. Na "moral da história", o Manifesto contra o trabalho nos convoca a pensar como a emancipação humana necessária (única saída para salvar a humanidade e o planeta) passa por derrubar, antes de mais nada, os modernos credos do Trabalho - deus sacrificial do capitalismo como religião.

EM BREVE 


 

REVISTA ROJAVA - YPG/YPJ

CRÔNICAS ORDINÁRIAS DO FRONTE  

originalmente publicado em Kedistan (2016)

ilustrações : REVISTACOMANDO / projeto gráfico : Helena Lima

tradução : Rach Pach

Este é o número zero (e único) da Revista Rojava,

impressa em xilogravura e serigrafia em novembro de 2016.

Além de um breve panorama sobre Rojava, este número traz a tradução das Crônicas Ordinárias do Fronte, os diários de dois combatentes estrangeiros que se juntaram às frentes de combate curdas YPG/YPJ no início de 2016.

Originalmente publicados como posts na internet, estes relatos têm caráter tanto documental como literário. Tratam dos conflitos cotidianos na defesa de uma territorialidade que se estabelece como o outro possível em meio à guerra de colapso mundial em curso na Síria desde 2011. Ao explicitarem no plano do vivido as contradições implicadas no processo, revelam o tédio e a tragédia de uma guerra enfrentada como vida cotidiana. [...] Assim, seja Rojava vista de fora como movimento de resistência popular, luta de autodefesa, ou mesmo processo revolucionário... o que essas narrativas mostram são os modos como operam as necessidades radicais na organização deste território, declarado autônomo enquanto autogestão da sobrevivência em múltiplas escalas.